Endividamento: bom ou ruim?

Endividamento: bom ou ruim?

“Recentemente o governo alterou as regras para os leilões de concessões das rodovias. Os investidores se assustaram com a baixa rentabilidade real apresentada pelos projetos. Contudo o financiamento concedido por órgãos estatais podem dobrar o retorno. Saiba como acontece esta mágica por intermédio de um exemplo hipotético.”

“No segundo caso, o investidor aporta apenas R$ 12,4 milhões (20% de R$ 62 milhões) e o restante é suportado com dívida. Nesta situação, a TIR nominal avança para 16,9% e a TIR real para 11,9% (número próximo ao citado por Figueiredo). Esta diferença de taxas ocorre porque o custo do financiamento de TJLP mais 1,5% ao ano (6,57%) é inferior a TIR do projeto de 10,3%. Além disso, as despesas com juros no ano geram um benefício fiscal com redução dos impostos devidos (imposto de renda e contribuição social).”

“E há ainda quem não goste de endividamento. O exemplo mostra que o problema não é o endividamento em si, mas o seu custo financeiro”

Comentário:

- com base no exemplo apresentado no artigo, a tomada de empréstimo parece ser uma opção boa ou ruim?

- na sua opinião, há como criar uma regra geral para o endividamento? Sempre bom ou sempre ruim?

- quais seriam os critérios para definir a qualidade do endividamento?

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10 pensamentos sobre “Endividamento: bom ou ruim?

  1. Depende de cada situação. Atualmente é raro uma pessoa ter condições financeiras de arcar com um projeto, precisando recorrer a financiamentos/empréstimos.
    A partir do exemplo, pode-se ver que o empréstimo é favorável, pois a TIR aumenta.

  2. - No exemplo apresentado no artigo a tomada do empréstimo parece uma boa opção pois a TIR real ficou mais alta do que com o investimento próprio total. Além disso, com o benefício fiscal dos juros, o custo financeiro fica menor.
    - Acredito que não seria possível criar uma regra geral para o endividamento (sempre bom ou sempre ruim), pois cada investimento tem sua TIR, existe ainda a possibilidade do aumento da inflação, quais os juros aplicados nesse financiamento, etc.
    - A princípio, comparar, sempre, as chances e oportunidades que o mercado financeiro está oferecendo no momento, oportunidades que o Governo pode dar em relação à financiamentos em instituições financeiras públicas, e analisar todas as taxas, para que o endividamento não seja ruim para a empresa.

  3. Achei muito interessante essa matéria, ela mostra rapidamente e de maneira simples que o determinados casos o endividamento é bom paras empresas.

  4. Sem dúvida no atual cenário macroeconomico de juros baixos, o financiamento é muito bom, principalmente pelo beneficio fiscal da dívida. Claro que não serão todos os projetos que vão conseguir financiamento por taxas tão atrativas quanto as citadas no artigo e por isso será necessário uma avaliação para decidir qual alavancagem usar.
    Além do mais, mesmo nos projetos considerados importantes pelo BNDES, como infraestrutura, energia (projetos de desenvolvimento do país), é necessário comprovar um ICSD (Indice de Cobertura do Serviço da Dívida), o que limita a sua alavancagem financeira.
    Existem diversos índices que mensuram o endividamento da empresa como um todo (endividamento, liquidez, liquidez seca, etc). No caso de um financiamento especifico, é necessário analisar a taxa, se é um financiamento pré ou pos fixado, o prazo, e principalmente analisar como essa dívida (juros + amortização) vai impactar no fluxo de caixa do projeto.
    Lembrando que isso é válido pensando no crescimento da empresa, ou seja, empréstimos para investir em projetos que se espera um retorno de valor ao acionista. Empréstimos para cobrir outros empréstimos ou dívidas, normalmente náo é bom, a nao ser que esteja renegociando com taxas mais baratas.

  5. Para analisar a qualidade do endividamento, devemos fazer uma relação entre o passivo circulante e o capital de terceiros, ou seja, relacionamos as dívidas de curto prazo com a totalidade de Capital de Terceiros dentro da empresa (exemplo: digamos que uma empresa obteve um índice de 0,70. Significa que 70% de suas dívidas são de curto prazo, o que é um péssimo endividamento, pois vai exigir da empresa um capital de giro proporcional ao mesmo.).
    O endividamento não deve ser visto como algo negativo para a empresa, visto que é importante para o seu crescimento. O que se deve existir é o endividamento saudável, de longo prazo. O endividamento de curto prazo, além de mais caro (no Brasil), exige uma parcela de Capital de Giro maior. Quanto mais dívidas a longo prazo, melhor para a empresa! Daí a importância de um endividamento de qualidade; assim, tendo mais tempo para gerar recursos e quitar suas dívidas.

  6. Com base no exemplo apresentado no artigo acima, a tomada de empréstimo parece ser uma opção boa, visto que, ao aportar 20% do valor total do investimento, o investidor permitiu que a TIR nominal e a TIR real aumentassem. Alem do mais, graças ao benefício fiscal gerado pelas despesas com juros no ano, houve uma redução dos impostos devidos.
    Na minha opinião, não há como criar uma regra geral para o endividamento. Não se pode rotular o endividamento como sempre bom ou sempre ruim: é necessário analisar cada situação separadamente.
    Para definir a qualidade do endividamento e saber se este é bom ou ruim, é preciso analisar diversos critérios como o valor das taxas internas de retorno, o prazo do endividamento (longo ou curto), os juros aplicados no endividamento, o impacto do endividamento no fluxo de caixa da empresa, o impacto da inflação no financiamento, o motivo do financiamento (se for para o desenvolvimento de um projeto, qual sera o retorno de tal projeto: considerável ou não mediante o que se foi gasto no financiamento?), etc

  7. O endividamento pode ser entendido como bom para uma empresa, desde que dentro do alcance da mesma. Com juros baixos e pagamentos a lango prazo, torna-se mais vantajoso, pois com dinheiro na mão a empresa pode fazer investimentos, promover grande crescimento, com tempo para ter retorno do dinheiro e pagamento da dívida.
    Vale lembrar que o fato de ser bom ou ruim, não pode ser entendido como regra. Depende do resultado da avaliação do endividamento, e das condições em que as empresas se encontram. Apesar dos valores serem bons, as vezes a situação da empresa pode não permitir tais endividamentos.

  8. Acho que não há uma regra que podemos aplicar sempre quando se trata de endividamento. Nem sempre ter um alto grau de endividamento é ruim para a empresa. Se a empresa tiver como ser socorrida por um acionista ou fizer parte de um grupo empresarial grande, isso não será um problema.
    Como critério poderíamos pensar na alavancagem, onde o retorno dos acionistas será igual ao reotorno do ativo + (retorno do ativo – custo emprestimo) * endividamento.

  9. Na minha opinião, não existe regras para definir se um endividamento é bom ou ruim, acredito que depende da situação. Para empresas ou pessoas físicas, acredito que seja fudamental pesquisar no mercado os melhores juros e forma de pagamento para contrair empréstimos e assim conseguir solucionar o problema de endividamento de maneira mais confortável possível.

  10. A tomada de empréstimo parece ser uma opção boa, pois além de obter benefício fiscal com redução de impostos, houve aumento da TIR. Porém, não podemos dizer que endividamento é sempre bom ou sempre ruim, isso vai depender principalmente dos juros e do prazo desse endividamento.

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